Exposições Fotográficas

Exposição A Casa do Ser

A exposição A Casa do Ser é composta de vinte imagens selecionadas do ensaio homônimo da fotógrafa Ana Póvoas, publicado em livro pela Lucarna Casa Editorial. As fotografias compõem uma poética do espaço a partir de um olhar sobre o íntimo e o comum, colocando em cena a historicidade de um lugar feito de tempo e de afetos: a casa, o corpo, os objetos, a paisagem humana de uma cultura que resiste. A exposição acontecerá durante todos os dias do festival no Cine Pireneus.


Lançamento do livro A Casa do Ser 

Ana Póvoas vive em Pirenópolis, é Fotógrafa e graduada em Comunicação Social. Desenvolve um trabalho de registro de imagens, principalmente na região Centro-Oeste do Brasil, além de ações de fomento à fotografia em diversos setores (festivais, exposições, eventos, educação, inclusão e pesquisa).

A Casa do Ser é seu primeiro livro. Trata-se de uma poética do íntimo e do comum, que retrata o cotidiano e o universo da casa de Dona Nica, moradora e produtora de bananas no povoado de Furnas, localizado no município de Pirenópolis, interior de Goiás.

Produzidas ao longo de uma convivência de sete anos, as imagens que integram o livro exploram as relações entre representação, memória e identidade, com o viés singelo e poético do olhar da autora.

O livro, publicado pela Lucarna Casa Editorial, com curadoria de Diógenes Moura, foi produzido com Apoio Institucional do Fundo de Arte e Cultura de Goiás. A Casa do Ser integra a programação do III PirenópolisDoc, com sessão de lançamento do livro dia 19/08, sábado, às 17h30, no Cine Pireneus.


Exposição Cem Anos Luz

Dora Vivacqua nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, em 23 de Janeiro de 1917. Foi a décima-quinta filha de Etelvina e Antônio Vivacqua, filhos de imigrantes italianos com forte influência na política da região.

Desde muito cedo, Dora exibiu comportamento rebelde, recusando-se a acatar ordens ou opiniões sobre o que fazia e tinha verdadeira aversão às convenções sociais e às ideologias conservadoras que lhe eram impostas.

A menina rebelde se tornou uma mulher reconhecida internacionalmente por sua arte e seu ativismo. Se tornou “a bailarina do povo”, “a mulher das cobras”, fundou a primeira colônia de nudismo da América Latina, lançou um partido político baseado no naturalismo, escreveu livros sobre sua filosofia de vida, lutou contra a ideia de que sua nudez fosse associada à imoralidade, enfrentou preconceitos e tribunais, e saiu vitoriosa, sem nunca se render à hipocrisia ou ao machismo. Defendeu os bichos e a natureza como ninguém. Traduziu o Brasil em suas danças e seus ideais.  Viveu intensamente sua arte.

Hoje, passados exatos 50 anos de seu falecimento, o nome Luz del Fuego está inscrito no hall das celebridades nacionais, sendo reconhecida como “uma das heroínas do Século XX”, ou “umas das 14 mulheres brasileiras que fizeram história”, ou ainda “uma das representantes do empoderamento feminino”, além do título de primeira naturista da América Latina.

Nesta exposição, são apresentadas fotografias e pensamentos extraídos de jornais, revistas e livros publicados entre os anos 40 e 50, quando Luz del Fuego era personagem popular no Brasil. Uma pequena demonstração do poder e da convicção de uma mulher, incompreendida e revolucionária, muito à  frente do seu tempo.

Quem assina a exposição é Ricardo Sá, 51 anos, natural do ES, formado em Jornalismo pela Universidade Federal do ES, Documentarista e Produtor Cultural com 25 anos de atuação no mercado das artes. Realizou 32 filmes autorais, principalmente documentários, que circularam em festivais e universidades no Brasil, Américas e Europa. Seu documentário Procurando Madalena foi finalista do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2012.

Seu projeto atual está centrado na personagem Luz del Fuego, cujo centenário se  comemora em 2017. A pesquisa sobre ela originou um curta-metragem, Divina Luz, que participa da Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens do III PirenópolisDoc, e a  exposição Cem Anos Luz, que acontecerá durante todos os dias do festival, na Galeria Matutina Onze, espaço localizado na Rua Matutina, no Centro Histórico de Pirenópolis.