Oficina de Cinema Documentário e Experimental

Estão abertas as inscrições para a oficina de Cinema Documentário e Experimental. A oficina acontecerá dentro da programação do IV PirenópolisDoc e a participação é gratuita. Durante três dias, Luís Henrique Leal levará aos participantes a oportunidade de refletir sobre o Cinema Documentário, suas especificidades na história do cinema e suas possibilidades de construção de sentido.

Pretende-se apresentar uma pequena história do documentário e pensá-lo como um campo de experimentação narrativa e estética capaz de ampliar as possibilidades de compreensão do real. Nesse sentido, a oficina propõe um recorte que trata das grandes discussões e transformações do campo do documentário, mas busca lançar um olhar atento para os filmes de intervenção social e militantes latino-americanos e o recente panorama do cinema brasileiro.

As inscrições poderão ser realizadas pelo preenchimento do formulário até o dia 03/08. O resultado dos selecionados será divulgado em nosso site e nas redes sociais.

 

 

METODOLOGIA DE ENSINO-APRENDIZAGEM

A metodologia de apresentação do conteúdo programático será através de aulas expositivas com exibição de vídeos e fotografias e a realização de debates em sala.

Passando ao largo de modelos hegemônicos de historiografia que encontram na sucessão temporal, na circunscrição geográfica das produções ou na ideia de resposta sucessiva de um movimento a outro o fio condutor para a construção de uma narrativa, o percurso formativo da oficina propõe-se a pensar

Como os filmes se constroem narrativamente, articulam regimes de imagens e engendram pensamentos. Nesse sentido, a proposta da formação permite estabelecer relações entre diferentes movimentos e filmes, associando formas narrativas e estéticas que, embora estejam distantes temporal e geograficamente, mantêm uma sensível proximidade ao articular gestos e construções comuns.

 

O MINISTRANTE

Luís Henrique Leal (Recife, 1985) é Mestre em Cinema e professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Desenvolve pesquisa nos campos do cinema e da fotografia e ministra oficinas de formação audiovisual. Dirigiu os curtas Retinianas (2010), Velho Recife Novo (2012), Fotograma (2016), “Galinhas no Porto” (em pós-produção) e colabora como Diretor de Fotografia em projetos de outros realizadores. Integra a Parabelo Filmes e participou dos coletivos audiovisuais Contravento e do movimento #OcupeEstelita.

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Primórdios do Documentário: etnografia, propaganda, verdade.

  • Nanook, o esquimó, de Robert Flaherty
  • Coal Face, de Alberto Cavalcanti e John Grierson
  • Why We Fight: the nazi strike, Frank Capra

 

Cinema de Poesia:

  • Chuva, de Joris Ivens
  • Vida, de Peleshian,
  • Limite, de Mário Peixoto

 

 Vanguardas e Cinema Experimental:

  • Um homem com uma câmera, Dziga Vertov
  • Berlim: Sinfonia de uma metrópole, Walter Ruttmann

 

Observação e não-intervenção:

  • A saída dos operários da fábrica, irmãos Lumiére
  • Primárias, de Bob Drew
  • Entreatos, de João Moreira Salles
  • Hospital, de Frederik Wiseman
  • Justiça, de Maria Augusta Ramos
  • Dos meses sin sueldo, MAFI

 

Cinema Verdade, etnografia e relações coloniais:

  • Eu, um negro, de Jean Rouch
  • A pirâmide humana, de Jean Rouch
  • Afrique 50, de René Vautier
  • As estátuas também morrem, de Alain Resnais e Chris Marker

 

A fenda entre as palavras e as imagens:

  • Sem Sol, de Chris Marker
  • A saída dos operários da fábrica, de Harun Farocki
  • Histórias do Cinema, de Jean-Luc Godard
  • Reminiscências de uma viagem à Lituânia, de Jonas Mékas
  • A imagem que falta, de Rithy Panh

 

A vida dos arquivos:

  • Retratos de identificação, de Anita Leandro
  • Juventude Alemã, de Jean-Gabriel Périot
  • No intenso agora, de João Moreira Salles
  • A escuridão do dia, de Jay Rosenblatt

 

A crença nas palavras:

  • Edifício Master, de Eduardo Coutinho
  • Shoah, de Claude Lanzmann
  • Peões, de Eduardo Coutinho

 

Documentário, luta de classes e urgência:

  • ABC da Greve, de Leon Hirszman
  • A Batalha do Chile: A insurreição da burguesia, de Patrício Guzmán
  • Me matan si no trabajo y si trabajo me matan, de Grupo Cine de la Base / Raimundo Gleyzer
  • Hanoi, martes 13, de Santiago Alvarez
  • Acercadacana, de Felipe Peres Calheiros
  • Na missão com Kadu, Aiano Benfica, Kadu Freitas e Pedro Maia Brito

 

Dispositivo cinematográfico e inscrições políticas nas imagens:

  • O prisioneiro da grade de ferro, de Paulo Sacramento
  • Doméstica, de Gabriel Mascaro
  • Pacific, de Marcelo Pedroso

 

O curso acontece entre os dias 07 e 09/09/2018, em Pirenópolis, durante o festival.


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