De um total de 560 filmes inscritos de todas as regiões do Brasil, 26 documentários (12 curtas, 6 longas e 8 regionais) foram selecionados por nossa curadoria para compor a programação do festival em 2018. Agradecemos a todos os que participaram desta seleção e parabenizamos os realizadores abaixo listados. Nos vemos em breve!


MOSTRA COMPETITIVA – LONGAS-METRAGENS

A PARTE DO MUNDO QUE ME PERTENCE

Belo Horizonte (MG) 2017 – 84’ / LIVRE

Direção: Marcos Pimentel

Documentário sobre sonhos e desejos de pessoas comuns. A vida cotidiana de diferentes personagens anônimos, que constroem suas histórias distantes dos tradicionais cartões-postais de uma cidade. Um filme sobre os combustíveis que nos movem diariamente: felicidade, reconhecimento, estabilidade financeira, casamento, distração, saúde, diversão, alguns quilos a menos, gozo, tranquilidade, superação, sucesso ou - até mesmo - uma simples e humilde pipa. Gente comum em busca de seus pequenos desejos cotidianos. Uma obra sobre esferas privadas mínimas, que revela que parte da grandeza do ser humano reside nas sutilezas de seus pequenos gestos. Um olhar íntimo e comprometido com o que somos, de sol a sol, por trás das paredes e telhados de uma cidade.

DIANTE DOS MEUS OLHOS

VITÓRIA (ES) 2018 - 81’ / 12 ANOS

Direção: André Félix

45 anos após a dissolução da banda Os Mamíferos, Marco Antônio, Afonso e Mario Ruy vivem um cotidiano simples. Em meio às luzes da cidade, recordam suas glórias e fracassos e ajudam a recuperar um fragmento fundamental da música popular brasileira.

DIÁRIOS DE CLASSE

Salvador (BA) 2018 – 72’ / LIVRE

Direção: Maria Carolina e Igor Souza

Diários de Classe acompanha o cotidiano de três mulheres – uma jovem trans, uma mãe encarcerada e uma empregada doméstica –, estudantes de centros de alfabetização para adultos em Salvador. Embora trilhem caminhos distintos, suas trajetórias coincidem nos preconceitos e injustiças sofridos cotidianamente. O documentário em estilo direto aposta no recorte espacial da sala de aula a fim de se aprofundar no dia a dia dessas personagens, revelando suas tentativas diárias de contornar o apagamento sistemático de suas existências.

ELEGIA DE UM CRIME

São Paulo (SP) 2018 – 92’ / 16 ANOS

Direção: Cristiano Burlan

Uberlândia, Minas Gerais, 24 de fevereiro de 2011. Isabel Burlan da Silva, mãe do diretor, é assassinada pelo parceiro. "Elegia de um crime" encerra a "Trilogia do luto", que aborda a trágica história da família. Diante da impunidade, o filme mergulha numa viagem vertiginosa para reconstruir a imagem e a vida de Isabel.

ESPERA

Belo Horizonte (MG) 2018 – 76’ / LIVRE

Direção: Cao Guimarães

Esperar é reconhecer-se incompleto.

O CHALÉ É UMA ILHA BATIDA DE VENTO E CHUVA

Rio de Janeiro (RJ) 2018 - 94’ / LIVRE

Direção: Letícia Simões

Dalcídio Jurandir nasceu em 1909 e faleceu em 1979. Escreveu 11 livros, dez deles passados no Marajó. Neles, conta a saga de Alfredo, da infância em Cachoeira do Arari aos percalços da vida adulta em Belém, culminando no retorno ao arquipélago. Em 1939, aos 30 anos, recém-saído da prisão por protestar contra a ditadura Varguista, Dalcídio aceita um trabalho que ninguém desejava: percorrer a maior ilha flúvio-marítima do mundo, inspecionando escolas públicas. Nessa viagem, escreve cartas para sua mulher, Guiomarina e para seu filho com nove meses de idade, Alfredo. Em 2017, a cineasta Letícia Simões viaja ao Marajó em busca dos personagens de Dalcídio.


MOSTRA COMPETITIVA – CURTAS-METRAGENS

À Cura do Rio

Belo Horizonte (MG) 2018 – 18’ / LIVRE

Direção: Mariana Fagundes Azevedo

Um velho conhecido da etnia Krenak, o Watú - famoso Rio Doce - está doente. Através de um ritual xamânico, corpo e natureza se unem para um diálogo profético que enxerga a catástrofe, mas também a salvação do rio.

Borá

Rio de Janeiro (RJ) 2017 – 14’ / LIVRE

Direção: Angelo Defanti

Em setembro de 2012, o prefeito de Borá escreve uma postagem no Facebook.

(C)Elas

Vitória (ES) 2017 – 18’ / 16 ANOS

Direção: Gabriela Santos Alves

Os meses finais da gravidez e os primeiros após o nascimento de um bebê são experiências únicas na vida de uma mulher. E quando esse cotidiano é vivido dentro de uma penitenciária?

CorpoStyleDanceMachine

Cachoeira (BA) 2017 – 7’ / 12 ANOS

Direção: Ulisses Arthur

"Ando por mistério, vivo por mistério [...] Nosso corpo é uma máquina, ou cuida ou sabe como é né?" Entre memórias da boate e relatos de resistências cotidianas; Tikal, importante personalidade LGBTI do Recôncavo da Bahia, dança e afronta as normas.

Inconfissões

Rio de Janeiro (RJ) 2018 – 21’ / 16 ANOS

Direção: Ana Galizia

Luiz Roberto Galizia foi uma figura importante para a cena teatral nas décadas de 1970 e 1980. Foi, também, um tio que não conheci. Este documentário procura um resgate do vivido, a partir do registro feito em fotografias e filmes super 8 pelo tio Luiz e encontrado por mim 30 anos depois da sua morte.

Mini Miss

Recife (PE) 2018 – 15’ / LIVRE

Direção: Rachel Daisy Clarke Ellis

Filmado inteiramente da perspectiva de uma criança de quatro anos, MINI MISS acompanha cinco meninas entre três e cinco anos que participam do concurso de beleza Mini Miss Baby Brasil. O filme oferece uma visão única sobre a primeira infância, mostrando a capacidade nata de resistência das crianças num mundo dominado por normas e desejos de adultos.

O GOLPE EM 50 CORTES OU A CORTE EM 50 GOLPES

Belo Horizonte (MG) 2017 - 9’ / 10 ANOS

Direção: Lucas Campolina

Bessias, sangrias, acordos e tornozeleiras contam uma das histórias do impeachment de Dilma.

Praça do Peixe

Belo Horizonte (MG) 2018 - 17’ / LIVRE

Direção: Bernard Machado, Florence Defawes, Marina Sandim e Ralph Antunes

A Praça do Peixe está situada em uma região central de Belo Horizonte e é um espaço de circulação de todo tipo de pessoas. Moradores de rua, trabalhadores, prostitutas, ambulantes e usuários de crack dividem por ali os seus dias. Um ambiente ao mesmo tempo cheio de vida e permeado por uma constante tensão de violência. Além do mais, a região concentra um número considerável de peixarias, que acabam por dar nome à praça. E é nos fundos de uma dessas peixarias que acontece, na madrugada da Sexta-Feira da Paixão, a tradicional distribuição de sardinhas. Realizada há mais de 20 anos, o gesto de solidariedade de um anônimo benfeitor acabou se transformando em um evento marcante na capital mineira. O que deveria ser parte das celebrações cristãs dessa época do ano acaba se transformando em uma noite de muitas outras pulsões.

Sr. Raposo

Goiânia (GO) / Catalão (GO) / Rio de Janeiro (RJ) 2018 - 22’ / 18 ANOS

Direção: Daniel Nolasco

Em 1995 Acácio teve um sonho, ele andava de mãos dadas com um homem e uma mulher por um campo todo verde.

Terremoto Santo

Recife (PE) 2017 – 19’ / LIVRE

Direção: Bárbara Wagner e Benjamin de Burca

Em Terremoto Santo, Barbara Wagner e Benjamin de Burca estabeleceram parceria com cantores de musica gospel da região da Zona da Mata Sul de Pernambuco a fim de tratar dos aspectos sociais e estéticos da pratica pentecostal. A liturgia dos cultos evangélicos é especialmente musical nessa região, marcada pela historia da cana-de-açúcar e habitada por jovens que buscam nos cantos de louvor uma nova forma de trabalho.

TOXITOUR

São Paulo (SP) 2017 – 25’ / 12 ANOS

Direção: Raoni Maddalena

Enquanto uma família vive seu dia a dia na Amazônia equatoriana, um guia voluntário nos leva em um tour para descobrir o que está encoberto pela selva.

TRAVESSIA

Rio de Janeiro (RJ) 2017 – 5’ / LIVRE

Direção: Safira Moreira

Utilizando uma linguagem poética, Travessia parte da busca pela memória fotográfica das famílias negras e assume uma postura crítica e afirmativa diante da quase ausência e da estigmatização da representação do negro.


MOSTRA GOIÁS

A FILHA DO XINGU

GOIÂNIA (GO) 2018 – 15’ / LIVRE

Direção: Rochane Torres

Mavira, um encontro com o passado.

DIRITI DE BDÈ BURÈ

GOIÁS (GO) 2018, 18’ / LIVRE

Direção: Silvana Beline

Diriti de Bdé Burê é um documentário etnobiográfico que trata da vida de uma indígena mestra ceramista que trabalha com a feitura da boneca Karajá e suas relações intraetnia numa perspectiva de continuidade da cultura, além da manutenção econômica.

Feira Livre

Goiânia (GO) 2017 - 11’ / LIVRE

Direção: Fernão Carvalho Burgos

“Feira Livre” é um documentário que trata da temática da informalidade e precarização do trabalho na Feira da Marreta, uma das mais tradicionais de Goiânia. O personagem central da narrativa se chama Antônio, que lá trabalha há muitos anos. Ele é um ponto de acesso para a problematização proposta. Além dele, outros feirantes e compradores contribuem para a elaboração de memórias e experiências individuais e coletivas em torno da feira.

KRIS BRONZE

Goiânia (GO) 2018 – 23’ / 14 ANOS

Direção: Larry Machado

No dia 8 de março, Kelly Cristina prepara uma festa apenas para mulheres.

MARCAS DA DITADURA NA VIDA DE UM ATOR

Goiânia (GO) 2017 – 17’ / 12 ANOS

Direção: Rosa Berardo

Este documentário traz a tona um fato político muito sério que envolveu a vida do ator goiano Almir de Amorim, vítima da ditadura militar brasileira. Para aqueles que defendem a volta dos militares, esse documentário é fundamental para uma reflexão profunda sobre o tema.

O HAITI É AQUI

GOIÂNIA (GO) 2017 – 7’ / LIVRE

Direção: Isabela Veiga

Neste documentário sobre a comunidade haitiana em Goiânia, a igreja aparece em primeiro plano enquanto evento teatral, espaço de construção de relações por meio da língua, do gestual, do rito, da encenação. Lugar de companhia, de unidade cultural, de antagonismos, de colonização e de voz - a voz que acolhe, a voz que escapa, a voz que afeta. Espaço onde podemos identificar a população brasileira escrava, quilombola, favelada, esquecida e resiliente. Lugar onde eles são o Haiti e também são o Brasil.

O Malabarista

Goiânia (GO) 2018 – 11’ / LIVRE

Direção: Iuri Moreno

Documentário em animação sobre o cotidiano dos malabaristas de rua, que colorem a rotina monótona das grandes cidades.

TEKO HAXY – SER IMPERFEITA

Goiânia (GO) 2018, 39’ / LIVRE

Direção: Patrícia Ferreira e Sophia Pinheiro

Um encontro íntimo entre duas mulheres que se filmam. O documentário experimental é a relação de duas artistas, uma cineasta indígena e uma artista visual e antropóloga não-indígena. Diante da consciência da imperfeição do ser, entram em conflitos e se criam material e espiritualmente. Nesse processo, se descobrem iguais e diferentes na justeza de suas imagens.